sexta-feira, 11 de junho de 2010

Para aquecer


Para aquecer os dias frios da data iminente, vamos esquentar um pouco o coração com a suavidade da poesia-música. Oxalá fosse eu o autor!


Ao que vai chegar

Voa, coração
A minha força te conduz
Que o sol de um novo amor em breve vai brilhar
Vara, escuridão
Vai onde a noite esconde a luz
Clareia seu caminho e ascende seu olhar
Vai onde a aurora mora
E acorda um lindo dia
Colhe a mais bela flor
Que alguém já viu nascer
E não esqueça de trazer força e magia
O sonho e a fantasia
E a alegria de viver

Voa, coração
Que ele não deve demorar
E tanta coisa a mais quero lhe oferecer
O brilho da paixão
Pede a um estrela pra emprestar
E traga junto a fé
Num novo amanhecer
Convida as luas cheia, minguante e crescente
E de onde se planta a paz,
Da paz quero a raiz
E uma casinha lá
Onde mora o sol poente
Pra finalmente a gente
Simplesmente ser feliz

(Toquinho)

domingo, 23 de maio de 2010

Papo de política


Está certo que aula de Espanhol não é o melhor lugar para se falar de política, muito menos de corrupção. Lá estamos para hablar como los hermanos, praticar la lengua e fazer os cansáveis e longos ejercícios. No entanto, é inegável dizer que o ambiente, tão familiar e à portas fechadas, não seja tão distante assim do lugar onde se praticam as negociatas e encontros políticos.

Pois bem, foi com todo esse clima, aproximadamente 20 minutos depois de começar a aula, que uma colega nossa tendo chegado já com atrasada, puxou da manga um assunto que até então eu tinha sido preterido de tocar. Tudo começou quando ela disse achar muito engraçado o fato de delegados morarem num Alpha Ville da vida. "Como pode uma pessoa que ganha 8 mil, sustenta casa e escola dos filhos, morar num lugar daqueles com um salário desse? Não tem jeito, tem coisa por fora!", denunciava minha nem sempre simpática colega. E no fundo, depois de relutar, reparei que ela estava certa.

Foi então que me toquei que este blog ainda não havia cumprido sua principal função: tratar de fatos objetivos da realidade. E eu até agora me ocupei muito de falar de coisas da vida, de assuntos mais pessoais e me esqueci de tratar de fatos jornalísticos, aqueles que tocam minha alma prazerozamente. E este foi um ótimo ponta-pé pra eu tratar de política, ahh, assunto que eu adoro! E é sobre isso que vou contar.

Tenho observado atentamente em minhas leituras a montagem do tabuleiro político em Goiás. O jogo ainda não está definido, mas o que se sabe até agora é que há três candidatos de frente concorrendo ao governo do meu Estado. Pelo PSDB, Marconi Perillo crava a proposta de um retorno triunfal, depois de ter deixado Goiás bastante escasso em termos de dinheiro público. Íris Rezende continua como um velho coronel, que ao invés de descansar, insiste em ser candidato pelo seu histórico PMDB. E, por fim, uma inédita terceira via: Vanderlan Cardoso (PR) com apoio total da máquina administrativa alcidista.

Não há nada melhor e mais enriquecedor do que boas conversas. Minha colega me surpreendeu ao mostrar-se como fonte qualificada - conhece os grandes nomes políticos de Goiás, está atenta, acompanha, sabe da verdade. As pesquisas mostram Marconi e Íris tecnicamente empatados, com uma ligeira vantagem do tucano sobre seu adversário mais polarizador. Vanderlan larga lá atrás, num quadro de grande distância, mas nada que o poder de aglutinação, capilaridade e respaldo do governo não possam inverter por meio de um trabalho árduo e uma equipe eficiente - Goiás viu esse mesmo panorama se repetir por duas vezes, em 1998 e 2006.

Pensava comigo que Vanderlan seria o menos beneficiado. Fui surpreendido mais uma vez: segundo minha colega-fonte, ele é o candidato que mais terá recursos para a campanha. E além disso, mostrou-se um ótimo gestor durante os dois mandatos em Senador Canedo: a cidade não depende em nada de Goiânia, tem água e esgoto próprios, um sistema de saúde exemplar, e uma cidade cuja infraestrutura foi beneficamente melhorada. Eis alguém que pode mostrar-se como uma alternativa valiosa ao povo goiano.

Enquanto isso, Íris percorre o interior na tentativa de agrupar o maior número de prefeitos aliados. Vai silencioso, com tranquilidade, sem fazer alarde, na discreta surdina. E mostra-se como o palanque mais viável à pré-candidata Dilma Rousseff (PT). Marconi tem vivido alguns momentos de agonia: a pré-candidatura foi lançada, nenhuma novidade, mas o tucano já não conta mais com a mesma estrutura de campanha - brigou com seus maiores aliados, afastou-se da equipe de campanha que o tornou governador e agora defende o Ficha Limpa. Mas é um candidato de nome forte no Estado, peso, traquejo político e tem se mobilizado incrivelmente nas redes sociais para levar o eleitor.

Posta minha singela análise, torço sinceramente para que Vanderlan seja a melhor escolha. Acredito em sua capacidade de gestor para alavancar mais ainda o potencial que Goiás tem, trabalhando com responsabilidade fiscal e equilíbrio. A aula de espanhol naquele dia ficou praticamente perdida em meio aos assuntos ligados à corrupção política na esfera administrativa, legislativa e também no judiciário. Mas cada vez que o ano eleitoral se aproxima, sinto meu coração mais alegre e meu corpo se arrepiar porque é dada a hora de participar do maior gesto cívico da nossa democracia. Porque amo a política! E nesse sentido, boas conversas servem como grandes janelas que abrem espaços e brechas para ouvir aquilo que é novo, que ainda desconhecia, e que pode me enriquecer.

domingo, 9 de maio de 2010

Dia das mães


Foi mais um dia comum. O segundo domingo de maio em que acordei cedo, com um café bem quente pra despertar, um bolo de chocolate pra comer, mas a ausência dela me apertando o coração.

Foi mais um dia de leituras e leituras, em que vi o tempo passar, a cidade enevoar e o frio chegando, arrebatando meus ossos e me deixando sem seus braços e abraços, seu colo, suas lições, seu olhar...

Um dia das mães em que me senti, mais uma vez, quase um órfão que só pode matar a saudade pelo telefone. Mas não custa nada dizer que te amo! E que durma em paz, porque tem bons filhos que zelam por ti e te agradecem pela vida.

Beijos pra minha mãe, e em especial pra todas as mães que moram sem os filhos.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Liberdade de Imprensa


"Liberdade, essa palavra.
Que o sonho humano alimenta.
Que não há ninguém que explique
Nem ninguém que não entenda."
(Cecília Meireles - Romanceiro da Inconfidência)

Faço destas minhas palavras para celebrar este 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Sem esquecer do que disse Yonai Sánchez, a corajosa blogueira de Cuba, que marca a propaganda de Associação Nacional de Jornais (ANJ).

"A censura controla totalmente o que passa diante de nossos olhos.
Não se sabe o que acontece no resto do mundo.
A primeira vez que vi imagens da queda do Muro de Berlim
foi em 1999, dez anos depois de ela ter ocorrido.
Foi num videocassete que um amigo trouxe clandestinamente.
Para assistir às imagens do homem pisando na Lua,
foi necessário esperar vinte anos."

Apesar da garantia constitucional de nossa Carta Magna, o clã Sarney conseguiu formar uma espiral do silêncio contra o Estadão, contando com o aval do magnífico Superior Tribunal de Justiça (STJ). Apesar disso, ainda podemos nos gabar por ter superado os anos de chumbo da ditadura militar, que tanto nos legou apagamentos ideológicos da mente. Mas a luta não acabou, sempre é tempo para garantir nosso espaço de fala, o lugar ideológico que ocupamos! Que tal começar invertendo Mafalda?

domingo, 2 de maio de 2010

Opinião e realidade


Nenhuma opinião é dita como palavras que se jogam ao vento, cruzando os ares como se não tivesse início nem fim. Toda fala tem um princípio e uma razão de onde emanam seus argumentos. Portanto, discursar significa valer-se do passado para transformar o presente, ou em outras palavras, é o velho caiado do novo.

A noite se avolumava enquanto, reunidos em torno da mesa, o assunto atirado às discussões girou em torno de um tema quase que singular para mim: educação. Tudo começou depois que um tio comentou sobre uma reunião de pais que teve na escola do filho dele. As críticas à escola e sua direção foram inúmeras. Ele atacou com veemência o desabafo de uma professora aos que estavam presentes, a qual disse que "não dava mais conta daqueles alunos". Esse mesmo tio repetia que seu tempo na escola foi curto porque estudou até a sétima série, mas reforçava que é inadmissível que a escola permita a desordem de alunos no pátio, a falta de respeito contra os professores e a sapecagem dos estudantes do ensino fundamental.

Suas críticas ganharam outros pais que também estavam na mesma reunião. Estava iniciado o debate. Meu avô não hesitou em argumentar de imediato que os maus alunos deveriam ter 30 dias de suspensão, quando o máximo permitido é três. E ainda se declarou como um possível diretor capaz de colocar a casa nos eixos. Outro tio seguiu a mesma opinião do primeiro cegamente, da mesma maneira que um ministro do Supremo convalida seu voto ao de seu relator sem dar a ele mesmo muito tempo para pensar.

E não poderia ser diferente. Penso que essa posição radical, que condena muito mais a escola do que o aluno, tem uma simples justificativa. Fica mais fácil compreender um discurso quando o analisamos em seu contexto. O contexto desses três adultos era o de uma escola rígida, respeitada, em que ser professor conferia um alto grau de respeitabilidade e admiração no Brasil. Pena que eles valeram-se do passado na tentativa de preservar uma concepção escassa para o presente. A educação daquele tempo já não é mais a de hoje.

Os fundamentos do pensamento, e mais ainda a faculdade de opinar, chega mais perto da verdade quanto mais próximos estamos da realidade. Opina melhor quem tem mais conhecimento, ou seja, mais afinidade com a realidade que vive no seu meio. Karl Marx, sociólogo imortal para os ocidentais, fez uma dura crítica ao pensamento idealista alemão. Segundo Marx, às concepções desenvolvidas por Feurbach e Hegel podiam-se chamar de ideológicas exatamente porque não refletiam a realidade social e história da Alemanha do século 18 - eram ideias e visões distorcidas daquela realidade. Portanto, qualquer teoria para julgar-se válida, e não apenas mera conjectura, deveria sair da matéria para alcançar a ideia, e não sublevar-se do céu para a terra. Isso quer dizer que não pensamos a partir de ideias vagas ou sofridas construções mentais, mas sim dos elementos da materialidade histórica que se absorvem através dos nossos sentidos.

Não obstante, Schopenhauer filosofou algo semelhante. No texto chamado Pensar por si mesmo
, ele admitiu que uma grande quantidade de conhecimentos, se não elaborados por um pensamento próprio, será tão modesto quanto uma rica biblioteca quando desorganizada. O texto é uma sagaz crítica àqueles que julgam-se sábios e medem seu grau de entendimento pela quantidade de coisas que leem e reproduzem com pompa, mas que não conseguem organizar um pensamento próprio a partir daquilo que vive, do ambiente que o cerca e das circunstâncias perceptíveis.

Eu talvez diria o mesmo que meus tios e meu avô. Culparia os professores, diria que eles deveriam ter mais pulso, ser mais firmes e enérgicos no tratamento com os alunos para impôr-se como supremos. Entretanto, minha opinião se revela outra. Em outubro de 2008 fiquei inspirado ao receber o convite de uma escola municipal de Goiânia para participar do projeto Mais Educação, do governo federal. A princípio, diagnostiquei que trabalhar os conteúdos textuais de jornais com os pequenos seria um elemento de exorção à ignorância, além de um inevitável momento para se verificar na prática a validade de Paulo Freire e Vygotsky.

Nada disso se fez. O que verifiquei foi uma escola cansada, pálida e injustiçada. Professores doentes, cuja energia vocal era completamente dissolvida pela jornada de 40 horas de trabalho semanal exaustivo e degradante. Um aluno, de aproximadamente 11 anos, chegou a agredir uma professora com um tapa no rosto, o qual ela não pode compensar. O máximo que fez foi sentenciá-lo verbalmente. Alunos que não respeitam o professor, que não querem aprender, desinteressados, completamente desequilibrados por conta de uma estrutura familiar precária à qual destinou à escola outros papéis e obrigações que não a pertence. Foi esta a realidade que encontrei. E que me abalou, dilacerou minhas esperanças, frustrou minhas expectativas, derrubou meus ânimos e me fez desacreditar de Freire e Vygotsk. Hoje só me resta acreditar que a instância escola deveria ter leis próprias, com autonomia concedida pelo Legislativo para vigiar e punir, nada mais justo. Porque só quem nela trabalha sabe o peso que carrega e a medida de seu sofrimento.

Ter opinião livre, ainda bem, é uma premissa incondicional garantida no Brasil, e isso está na Constituição. Utilizei os mesmos argumentos acima naquele debate, entretanto, fui praticamente silenciado por pessoas que não quiseram ouvir. Por pessoas que têm opiniões sinceras e livres, mas que desconhecem a realidade e a quem lancei o distante desafio de entrar numa sala de aula para ver como as coisas funcionam. E disso posso falar com firmeza porque eu vivenciei o que é a escola hoje, tal qual a descrevi. Portanto, vale a lição mais nobre que poderia deixar: não se pode desvincular opinião de realidade. Se o pensamento e o discurso que verbalizamos nos remetem à experiência mais subjetiva que temos, então é melhor ter cuidado com o que se vai dizer para evitar expressões desconexas que remem contra a maré da vida.

sábado, 17 de abril de 2010

Impressões


Em apenas uma semana, vivi algumas experiências importantes. No domingo (11), fui submetido a testes, que de uma maneira ou de outra, me colocaram à prova quando o assunto é conhecimento. Depois disso, um show inesquecível para abrir uma semana que geraria novidades pouco previsíveis.

Pra começo de conversa, vou iniciar falando do show. Depois de uma prova extensa, que ao final me deixou boas expectativas, corri até em casa, coloquei um abadá verde, e segui estrada
à fora comendo um pão de queijo enquanto meu irmão conduzia. E ai de mim se não o tivesse feito! Foi então que pisei no estacionamento do Flamboyant, sentindo uma leve dor na coluna, na região do ombro, no pescoço e que, por fim, acabaria na cabeça. Nada que uma dipirona sódica não desse uma amenizada!

Chegou o tão esperado grande dia! Finalmente o show de Asa de Águia com Jorge e Mateus! O anúncio já havia chegado a mim em um outro show de uma jovem dupla sertaneja. Mas este prometia ser inesquecível! Bruno, meu comparsa e primo, já havia se disponibilizado como companhia, seguido de outras mais que arrumei.

Pena que tive a tal da prova antes. Quando cheguei lá, Asa tocaria por apenas mais meia hora, enquanto eu não pude dar a devida atenção ao grupo baiano porque discava no celular e movia meus olhos atentamente para encontrar a amiga Silvana. Nada feito. Nem Silvana, nem Bruno e Michelle, nem Laís! À primeira vista, minhas expectativas foram se esgotando e eu prevendo que aquele show não me animaria o quanto esperava.

Foi então que, no meio daquela multidão envolvente, que a cada passo que dava me espremia, me agitava, me molhava de cerveja e pizava no meu pobre pé, esta cabeça pensante começou a operar alguns pensamentos teóricos dignos de mim e que não me deixam nem mesmo nos maiores momentos de euforia alcoólica. Agonizado por uma intensa solidão, sofrida porque ainda não encontrara meus pares para dançar e beber, acabei me centrando em um único aspecto: no homem-massa. Ahh, a prova do concurso muito me servira para isso. Estudei muito, recorri a Mauro Wolf, e lá estava ele, o homem-massa. E foi assim que eu me senti naquela imensidão de gente. Esta experiência me rendeu a oportunidade de verificar
in loco a verdade científica: lendo apenas no livro, agora eu viveria na prática o que é o homem-massa, assim, isolado, individualizado, homogêneo, indiferenciado, atomizado. E foi exatamente desse jeito que me senti. Tão pobre, frio, abandonado, relegado a uma situação completamente inusitada para quem se aventuraria em um show...

E foi assim que passei um bom tempo. Apenas observando, de longe, a multidão que se arrastava atrás do trio elétrico. E foi assim que os copos de cerveja rolavam pelo ar e me faziam ver o quanto eu era apenas mais um naquele meio, despido de todas as minhas virtudes, para ser mais um número de bilheteria no faturamento do show. E foi então que, enquanto meus neurônios se emaranhavam nesse pensamento, depois de ligações telefônicas mal-sucedidas, que finalmente vi Laís se mexendo, e pude comemorar por não estar mais sozinho. De dois contatos feitos, eu não tinha encontrado nenhum. Agora sim, eu teria companhia, oxalá! E depois dela vieram se somar a mim Bruno, Michelle, e até Eduardo, por quem eu realmente não esperava ver no show. E vi o Rodrigo da academia... E aquele show que até então não parecia mais valer a pena, tornou-se, de repente, maravilhoso, e grande, alegre e cheio de luzes!!

Ahh, eu poderia ser mais um número, mas já estava feliz por ter encontrado meus pares para a festa, no que me restou apenas celebrar, curtir o sertanejo maravilhoso da dupla que me encantou e arrasou ao trazer ao trio participantes de peso como Marrone, Cesar Menotti e Fabiano e algumas inovações das faculdades de Agronomia da UFG que tentam um lugar ao sol no
happy hour musical. E ainda gravaram um DVD ao vivo para o Multishow, gente! O que tem de melhor? Goiás, apesar de suas raízes agrárias, tem uma música ímpar que me faz arrepiar e o coração bater mais forte! Jorge e Mateus, não é pra menos... "larga tudo e vem correndo...".

Sobre notícias
Aproveitando o espaço, vale aqui um curto parágrafo para uma breve reflexão proporcional ao seu tamanho. Numa redação, ainda mais de TV, pude constatar que Traquina está bem colocado! Ahh, eu já imaginava, estava com esta hipótese! O tempo é tão tão curto que mal dá pra pensar. O jeito é apurar logo o que vai ser notícia. Critérios de noticiabilidade? Devem estar inconscientes nas nossas mentes inquietas. Os fatos nos consomem de forma tamanha que mal consigo os avaliar de imediato. Mas digo, e repito, não vou afogar o singular, não vou asfixiar meu projeto... Tudo o que se discursa tem um porquê, uma razão. Não há acasos na vida, nem nos fatos. Porque o que ambos fazem (bem como qualquer outro tipo de prática), só se realiza a partir daquilo que já existe, que está previamente estabelecido. Por isso reitero que todo fato tem uma explicação, tal qual a psicanálise observa que toda fala vem de algum lugar.

Até breve, estimado leitor!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dia D


Ahh, socado dentro de casa, enfiado na toca, quieto, silencioso, pensativo. É assim que tenho passado nos últimos dias, enquanto me concentro para alguns desafios que podem me fechar portas ou abrir algumas janelas.

Entretanto, fui pego de surpresa. Ao abrir meu correio eletrônico, deparei-me com um e-mail que me alertava para a comemoração de hoje. Eu não me lembrava, havia me esquecido que no 7 de abril celebramos o Dia do Jornalista.

Em pouca palavras, eu diria que hoje seria um dia ideal para pensar melhor. Para observar, analisar, encontrar as contradições. O que esperar de uma profissão tão desprovida de regulamentações, complexa, mas excitante? Muito me preocupa saber que "o movimento da selva" continua tão abarrotado de imperfeições, de problemas que poderiam ser sanados caso o poder de comunicar fosse exercido com mais propriedade e consistência por seus respectivos sujeitos.

Não por acaso, hoje seria um dia típico para pensarmos melhor, e coletivamente, nos caminhos que queremos seguir. Tal qual a figurinha desse post, pretendo dormir muitas noites e acordar feliz nos dias seguintes caminhando adiante na profissão que escolhi para o resto da vida, e na qual minha alma deverá se iludir e sustentar-se. Por enquanto, me restam dúvidas, um pouco de tristeza, e sobretudo, a esperança de que, quem sabe, em breve farei parte de um grande time para o qual me preparei há quatro anos. Vou esperar as águas de março findar o verão.